Presidente Prudente - SP-

Relatos de Leituras


MARIA PASTORA CUSTÓDIO DE ALMEIDA



A minha primeira experiência com a leitura na infância, foi sem o auxílio direto dos meus pais, uma vez que ambos eram analfabetos. Como muitos, fui alfabetizada através da Cartilha Caminhos Suaves, de Branca Alves de Lima, mas minha ligação com a leitura, propriamente dita, surgiu posteriormente quando lí o livro Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. A partir daí a leitura se tornou para mim uma atividade extremamente prazerosa, onde eu posso viajar sem deixar o conforto do meu lar. Entre tantos, destaco ainda a leitura de A Ilha Perdida, de Maria José Dupré; O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida e Barquinhos de Papel, de Ricardo de Souza Rodrigues. Apesar de ser da área da Exatas, sempre gostei de ler e escrever, pois tais artifícios, quando utilizados com criatividade podemos dar um novo sentido à vida. A leitura e a escrita tem um papel importante para nossa formação, mas infelizmente para nós professores muitas vezes se restringe apenas a preparação das aulas.

 

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MARCOS DE SOUZA GUSMAN

Com pouca influência familiar, não desenvolvi uma paixão pela leitura. Para qualquer um, aprender a ler e escrever é uma experiência maravilhosa! Não dá para esquecer a festa do livro na 1ªsérie, onde éramos diplomados na leitura e escrita. O livro Caminho Suave, criticado por muitos educadores, trouxe-me um prazer muito grande, bem como eficiência na aprendizagem. Desenvolvi mais na leitura e escrita, com o próprio trabalho escolar e a necessidade de aprendizagem. Acredito que o gosto pela leitura e escrita, em primeira mão vem da influência familiar, depois do incentivo e prática escolar. É preciso que haja pessoas na nossa vida que nos ajudem a descobrir o gosto pela leitura e escrita.
Os depoimentos propostos nesse módulo foram muito enriquecedores. Gostei muito da sabedoria do escritor Antônio Candido, que fala da humanização e enriquecimento que a leitura traz. Mas foi o depoimento de Rubem Alves que mais me emocionou. A maneira como ele abordou a leitura e escrita como transubstanciação, comendo e bebendo do outro para apoderarmos de sua essência, foi muito feliz e poético. Usou um termo religioso orientado por Cristo que tornou essa prática um ritual de renovação espiritual, comendo o corpo de Cristo e bebendo seu sangue para ter comunhão com ele. A Bíblia, sua palavra, alimenta, sacia e molda a alma e o caráter, de modo a nos apresentarmos irrepreensíveis por ocasião da sua volta a esse mundo. É simplesmente incrível a apropriação desse ritual, que no contexto moderno pode ser aplicado no entendimento explanado por esse célere escritor. Também gostei do Nilson, quando disse que ler e escrever é fazer a expressão de si mesmo e obter a compreensão do outro. Para mim, foi um momento enriquecedor participar do conhecimento desses depoimentos.
Minha experiência mais significativa com a leitura é quando leio a Bíblia. Pois ali encontro histórias, poesias, provérbios e profecias, que trazem para mim as respostas mais significativas na minha busca de conhecimento de mim mesmo e do mundo que vivo. Também sou apaixonado pela matemática e sua leitura para mim é encantadora e deslumbrante. Sou fã do Beremiz, em O Homem que Calculava, uma sabedoria exata, perfeita, aplicada em contos e histórias. Enfim, a leitura e escrita realmente liberta, constrói, aprimora e reforma nossa vida.

 





LOURIVAL RAMPAZZO BRUNHOLI


No meu caso, o gosto pela leitura iniciou-se quando eu frequentava a sexta série, onde eu comecei a me interessar por astronomia e a leitura de fatos que aconteciam ao nosso redor. Isso me deixava cada vez mais interessado no assunto e esse entusiasmo passou para outros tópicos além os de astronomia e passei a dedicar tempo à leitura.

Hoje eu pratico isso com meus alunos, principalmente aqueles que não gostam de ler, passo tópicos interessantes e peço o relato oralmente. Considero um avanço que pode dar certo.

Obrigado Pessoal, fiquem com Deus!!




MARIA ANGÉLICA LEITE NORBIATO


 Tomei gosto pela leitura na minha adolescência . Éramos em cinco amigas inseparáveis e recordo-me que uma delas mostrou um romance chamado Julia. Disse que havia lido na noite anterior e que adorou ; por curiosidade peguei para ler...gostei tanto que uma semana depois todas as minhas amigas se interessaram e descobrimos que havia uma coleção desses romances ; Julia, Sabrina e Bianca e que toda semana lançavam nas bancas de revistata. Como a grana era curta, combinamos de comprar romances diferentes para a troca; liamos praticamente um livro por dia. Todos os romances que lia fazia um resumo para não esquecer. Virou quase um vício e a partir de então comecei a me interessar por outro tipo de leitura como as poesias de Fernando Pessoa , que se tornou meu livro de cabeceira. Nas aulas de portugues a professora D. Lígia percebeu a minha evolução tanto na escrita, ortográfica, redação e leitura ; isso contribuiu muito para a minha formação.
Na minha escola há uma campanha que incentiva os alunos a retirarem livros na biblioteca e foi uma surpresa quando quase no final da minha aula na 8A, um aluno que já havia terminado a atividade, me perguntou se enquanto eu estava ajudando os outros alunos ele poderia ler em silêncio o livro que havia pego na biblioteca. Além de concordar a partir de então comecei a incentivar a leitura com a sala e as outras também.; comentando sobre as minhas experências sobre os livros que havia lido na idade deles, como: "Morro dos ventos uivantes" , o "Escaravelho do diabo" , o "Pequeno princípe", a "Ilha perdida" , etc, e o quanto a leitura foi e é importante para a minha vida.




 

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